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A Associação de Professores de Educação Visual e Tecnológica afirmou que a proposta do Governo de revisão curricular pode provocar uma "situação dramática". Os professores temem que 12 mil docentes percam o emprego devido à intenção do Governo em colocar apenas um docente a leccionar EVT e com o fim da Área de Projecto e Estudo Acompanhado. (Correio da Manhã)

 

 


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publicado por Correio da Educação às 14:49
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2 comentários:
De "Farto de burrices" a 8 de Fevereiro de 2011 às 22:39
Fui professor de Educação Visual desde 1982 até que esta disciplina se fundiu com os Trabalhos Manuais. Passei então a ser professor de Educação Visual e Tecnológica (E.V.T.) e a leccionar em regime de par pedagógico. Durante vários anos dei aulas com alguns bons professores dos antigos Trabalhos Manuais. Disse alguns... muito poucos!!! Com esses poucos desenvolvi actividades com madeiras, metais, têxteis, modelação de argila, gesso, além das actividades que já desenvolvia antes, como professor de Educação Visual. Enfim, actividades muito interessantes para os alunos. Com esses poucos bons professores, justificou-se trabalhar em par pedagógico, pois, concordo que aquelas actividades exigem a permanência de dois professores, atendendo ao número de alunos de uma turma. Contudo, fui obrigado a trabalhar com diversos outros professores dos Trabalhos Manuais, sendo que alguns foram um verdadeiro pesadelo que me aconteceu na vida. Estou preocupado com a situação de redução de professores para o próximo ano, mas por outro lado estou feliz, por finalmente a disciplina voltar a ser leccionada apenas por um único professor! Até poderei ficar sem emprego, mas estou feliz!!! Estou feliz por finalmente deixar de ser obrigado a dar aulas com "certos" professores que não sabiam nem sabem dar aulas; Estou feliz por deixar de dar aulas com professores, que por falta de adequada formação de base, leccionavam erradamente as matérias que não dominavam; Estou feliz por deixar de dar aulas com professores que nunca preparavam uma aula e nem sequer ajudavam no seu desenvolvimento, pois, com certeza, já estavam fartos de trabalhar; Estou feliz por deixar de dar aulas com professores que tinham uma ausência sistemática, nalguns casos de mais de 50% das aulas, pois sabiam que estava lá o seu par pedagógico para garantir a aula, além dos seus amigos da Direcção da escola, que lhe aparavam o jogo; Estou feliz por deixar de dar aulas com professores cuja hora de chegada era sempre infalível, embora 15 a 30 minutos depois do toque e que muitas vezes a primeira coisa que faziam era ler o jornal “A Bola”, mesmo à frente dos alunos; Estou feliz por deixar de dar aulas com professores com práticas pedagógicas que nunca foram ensinadas em nenhum estabelecimento de ensino superior, com as quais deixaram nefastas marcas nos seus alunos; Estou feliz por deixar de dar aulas com professores que chegavam a faltar aos 15 dias seguidos e mais, por “motivo de doença” cujos “tratamentos” se faziam em locais paradisíacos; Estou feliz por deixar de dar aulas com alguns professores, que embora nunca tenham feito um curso superior (e nalguns casos nem curso nenhum) chegaram ao topo da carreira, aonde eu nunca vou chegar e que agora até me vão avaliar, sendo eu Licenciado, com frequência efectiva de um curso de 4 anos, contrariamente a eles. Enfim, estou preocupado por mim e por muitos dos meus bons colegas, que estamos em risco de perder o emprego, ao fim de tantos anos como funcionários do Quadro. Mas por outro lado estou feliz por tudo isto que disse e também, porque aqueles maus professores de E.V.T. de que falei, finalmente vão deixar de ter quem dê as aulas por eles (sim, porque esses vão com certeza ficar); O que me leva a outra preocupação: o que será dos alunos que lhes vão cair nas mãos?


De ribas a 9 de Abril de 2012 às 15:46
Poderei estar de acordo com o comentário, mas também poderei ser da oposição ao diálogo aqui demonstrado neste comentário. Conheço a formação dos docentes que davam e dão TM. A formação é a básica para os ensinamentos adequados, tivesse o atual sistema escolar, condições para os ensinamentos. Sendo oriundo dessa formação e conhecedor das melhores escolas do ensino superior em Portugal, à época, não me envergonho de dizer o quão agradável seria que os alunos que atualmente frequentam tais estabelecimentos se levassem na sua vagagem os conhecimentos adequados e adquiridos pelos doecentes " não licenciados" nas antigas escolas industriais. Mas a dor deste comentador vai mais longe e aqui também dou o braço a torcer. Está no vencimento e na carreira destes docentes. Mas de quem é a culpa? É do docente ou de quem passou pelo ME e lhes permitiu quivalência?. DEvo-lhe dizer que nos estabelecimentos de ensino superior, por onde passei, nas aulas práticas ministradas, não me deram os ensinamentos como os presenciados nas práticas e teóricas ministrados nas escolas industriais. E não me vou alongando mais. O comentador diz que foi professor de educação visual. Então por que não exige dividendos à tutela. Se esta deu valor aos docentes de TM é porque se sentiu segura na sua formação. Será que a mesma segurança precalesce com os sistema de ensinamento do estabelecimento de ensino onde diz ter tirado a licenciatura? É que há por aí um certo sistema que em nada valoriza os formandos, mas sim o sistema de alimentação das instituições, para poderem sobreviver.


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