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A educação de um "gentleman" ou as circunstâncias de uma aristocracia natural

 

In João Carlos Espada, “Ensaio. Liberdade como conversação” Jornal i, 22.08.2009: 29

 

“[…] Burke e Newman – Está talvez na altura de recordar que esta ideia, de que o dever não decorre da vontade, era central em Edmund Burke. E foi Burke que nos deixou uma das mais belas imagens sobre a educação de um “gentleman”.

‘Ser educado num lugar de estima; não ver nada baixo ou sórdido desde a infância; ser ensinado a respeitar-se a si próprio: ser habituado à inspecção crítica do olhar público; […] ter tempo para ler reflectir e conversar; […] ser educado a desprezar o perigo, no cumprimento da honra e do dever; […] possuir as virtudes da diligência da ordem, da constância e da regularidade, e ter cultivado uma atenção especial à justiça comutativa: estas foram as circunstâncias dos homens que foram aquilo que eu chamaria aristocracia natural [por contraste com a aristocracia feudal] sem a qual uma nação não pode existir.’

Estas palavras serviram de inspiração ao cardeal John Henry Newman, na sua obra hoje clássica “A Ideia de Universidade”:

É apropriado ser um gentleman, é apropriado ter um intelecto cultivado, um gosto delicado, uma mente cândida leal desapaixonada, uma atitude nobre e cortês na conduta da vida – estas são as co-naturais qualidades de um largo conhecimento, e são o objecto de uma Universidade.”

 


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publicado por Correio da Educação às 17:00
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