20-01

Joaquim Fernandes

Profissão: Professor Universitário - Universidade Fernando Pessoa

Habilitações - Doutoramento

Ano - 2005

 

- Qual a sua actividade profissional mais gratificante já realizada?

- Serão sempre as aulas com ouvintes empenhados, atentos e participantes; as conferências e as reuniões científicas em que ouço, aprendo e partilho o que sei – ou julgo saber – e a escrita, por exemplo, depois da descoberta de ignorados criadores e exemplares portugueses que jazem no sono dos arquivos.

 

- Para si, qual a chave para mudar a educação em Portugal?

Formar melhor e mais professores, dando autonomia às escolas, criando polos de vanguarda e experimentação de pedagogias alternativas e fomentando uma cultura de exigência e uma exigência de mais cultura de todos os agentes do processo.

 

 

- Qual o papel reservado aos professores nessa mudança?

- É o eixo central, a plataforma giratória donde poderão sair propostas de inovação centradas no sujeito e na libertação exponencial das suas capacidades, fora das amarras de qualquer “livro ou pensamento único”.

 

- O que guarda como melhor para a vida ou mais gratificante na lembrança do seu percurso escolar?

- O percurso (longo) de investigação que culminou com o meu doutoramento numa área temática heterodoxa – a do imaginário “extraterrestre” na Cultura portuguesa entre os séculos XVII e XIX.

 

- Como compara a Escola de hoje com a do seu tempo?

- Por um lado muito mais livre e plural, melhor apetrechada, mas com défices de intervenção cívica e criação de condições de civilidade e cultura.  

 

- Que conselho daria aos alunos de hoje? E aos professores?

- Aos alunos, aprender a gostar do que aprendem, questionando o mestre; aos professores, fazer da sala de aula um território de partilha e aprendizagem mútua.

 

- Qual a disciplina de que gostou mais?

- História, obviamente. E todas as suas variantes.

 

- Quando passou pela Escola, era um bom aluno?

- Julgo que não terei sido dos piores.

 

- O que será hoje um bom aluno?

- Um aluno que nunca abdique face às contrariedades com que se defonta no seu percurso, que seja insaciável e curioso pela realidade, objectiva e subjectiva, que o rodeia; que negoceie sempre com as razões dos outros e duvide de si mesmo. 

 

- Que mensagem deixaria aos professores deste país?

- Que persistam e combatam pelo seu estatuto e dignidade como força de construção das gerações presentes e futuras.
 

 



publicado por Correio da Educação às 22:07
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