11-01

 

A partir do próximo ano letivo, as atividades desportivas nas escolas dos ensinos básico e secundário irão sofrer uma redução drástica. O alerta vem de diretores e professores que temem a morte do Desporto Escolar e consequente aumento dos problemas de saúde dos alunos. (Público)

 



publicado por Correio da Educação às 19:28
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31-12

 

 

 

 

Os especialistas brasileiros Franciele Roos da Silva Ilha e Hugo Norberto Krug publicaram online uma interessante resenha de um estudo realizado sobre o significado da Educação Escolar para professores de Educação Física em diferentes redes de ensino. (Educação para Todos)

 

 



publicado por Correio da Educação às 17:39
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23-12

 

O Encontro Nacional APEVT realiza-se a 15 de Janeiro de 2011, em Aveiro.

 

A participação é gratuita, mas a inscrição é obrigatória, podendo ser feita neste formulário.

O programa será divulgado muito em breve.



publicado por Correio da Educação às 12:40
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01-12

“O PÚBLICO antecipa as comemorações da comemoração do Centenário da República Portuguesa, lançando em banca a história e música do POETA DA REPÚBLICA. Descubra a importância de Guerra Junqueiro e da sua música e poesia, que ajudaram a criar o ambiente revolucionário que conduziu à implantação da República. Livro e Cds da autoria do Curso de Som e Imagem da Escola de Artes da Universidade Católica Portuguesa do Porto, sob coordenação e revisão científica de Henrique Manuel S. Pereira, no âmbito do Projecto ‘Revisitar/Descobrir Guerra Junqueiro’”.

 

À mocidades das escolas

Finis Patriae

 

Por terra, a túnica em pedaços,

Agonizando a Pátria está.

Ó Mocidade, oiço os teus passos!...

Beija-a na fronte, ergue-a nos braços,

Não morrerá!

 

Com sete lanças os traidores

A trespassaram, vede lá!. ..

Ó Mocidade!. .. unge-lhe as dores,

Beija-a nas mãos, cobre-a de flores,

Não morrerá!

 

Turba de escravos libertina

Nem ouve os gritos que ela dá ...

Ó Mocidade, ó louca heroína,

Pega na espada, arma a clavina,

Não morrerá!

 

Já desfalece, já descora,

Já balbucia... é morta já ...

Não! Mocidade, sem demora!

Dá-lhe o teu sangue ébrio d'aurora,

Não morrerá!

 

Rasga o teu peito sem cautela,

Dá-lhe o teu sangue todo, vã!

Ó Mocidade heróica e bela,

Morre a cantar!... morre ... porque ela

Reviverá!

 

Guerra Junqueiro

08 de Dezembro de 1890

 



publicado por Correio da Educação às 17:15
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17-11

Até que ponto o jornalista profissional prejudica o escritor?

Até que ponto o jornalista profissional favorece o escritor?

Eis, sem embargo, um curioso problema de crítica literária. Para certos indivíduos, o jornalista é o pior inimigo (inconsciente) do escritor; mais do que nunca, o leitor deseja a informação rápida, fresca; apetece sentir, na folha de papel ainda cheirosa e húmida de tinta, as últimas vibrações cálidas do sucesso. O jornal deveria ser a projecção instantânea e ininterrupta da hora que flui; acontecimento a desenvolver-se, acontecimento a projectar-se. Daí o triunfo da rádio sobre a imprensa; a primeira estaria para a segunda como a tartaruga para o galgo, o trovão para o relâmpago.

Esta apetência da informação veloz - e do seu comentário analítico - acarretaria, como corolário fatal, a decadência literária do jornalismo.

A pressa dá lugar à improvisação, ao desalinho, ao mal-acabado; não existem ócios para brunir as imagens, pentear o estilo, bolear o período; a negligência da forma acompanhar-se-ia, por seu turno, da negligência do fundo; como reflexionar, com mesura, equilíbrio, objectividade, profundeza, se apenas «explodido» o sucesso, temos logo de lhe colar o apêndice crítico? Ainda o sangue espadana, o fumo tremula no ar, o clarão deslumbra os olhos, a pólvora irrita as narinas, e já o jornalista faz ranger a pena julgadora no papel branco.

Têm peso, decerto estas razões. O jornalista pensa, escreve à pressa.

E a pressa é inimiga do escritor.

Para outros críticos, o jornalismo - se é certo que pela sua precipitação obriga o intelecto ao descuidado da forma e ao superficial do fundo - dá-lhe em compensação, e com o tempo, um forte banho de realidade; leva-o a «mergulhar» na vida, a imiscuir-se no fluxo onduloso e complexo dos acontecimentos. O jornalista vive em plena vida e vive a vida; rodeia-o o mundo, como onda túmida. É gotejando da vida, com a pele ainda borrifada da espuma dos faits divers, que ele tem de curvar-se sobre o papel.  Esse contacto quotidiano com o real infunde-lhe nas veias um grande sentido humano; quem como ele, regista - à maneira de um quimógrafo - a pulsação das horas?

Dores, júbilos, traições, glórias, covardias, anseies, ruínas, vitupérios perversões, tudo, afinal, a sua pupila vê, o seu ouvido escuta, a sua mão tateia.

Como aquele homem que, sem o saber, transportava ao colo Deus-Menino, e portanto o mundo, o jornalista transporta, sem o saber, na ponta da pluma, a bola do universo. Eis porque o jornalismo é profissão esgotante, depauperadora; como labareda, queima, e como areia do deserto, chupa.

A passagem pelo jornalismo será escola enriquecedora do escritor; dar-lhe-á ocasião de surpreender, captar documentos sociais pris sur le vrai, sur le vif, sur le saignant; de penetrar na alma de certos «meios», de certas «classes»; de compreender melhor o «comportamento» biossociológico do complexo «bicho humano». Em resumo, o jornalismo oferecer-lhe-á o suco da vida, sem o qual toda a obra de arte, por mais esplendente, é verbalismo estéril, literatice, poeira vã.

Pode-se ser escritor sem se ser jornalista ou nunca tê-lo sido; mas o jornalismo, por isso que enraíza as suas bases na vida, longe de ofender a arte, humaniza-a, universaliza-a.

 



publicado por Correio da Educação às 05:48
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21-09

TEATRO E EDUCAÇÃO

Natércia Pacheco, José Caldas, Manuela Terrasêca (orgs.)

Nesta obra retoma-se, em grande parte, a abordagem da relação de sedução e conflito entre a Escola e o Teatro, a partir de contributos vindos do Teatro, do Ensino e das Ciências da Educação. Dentro de cada um destes domínios, as experiências desenvolvidas não só em Portugal como também na Bélgica, em França e em Itália dizem-nos muito sobre o (des)investimento em educação e em cultura dos governos de cada país. (...). [Natércia Pacheco]

Porto, Ed. Afrontamento, 2007.



publicado por Correio da Educação às 23:05
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19-09

António Quadros Ferreira

Pensar a Arte, Pensar a Escola não se deseja nem exaustivo nem sistemático, como o título proposto parece, aliás, indiciar, antes analítico e reflexivo, em ordem a equacionar os problemas decorrentes do ensino da arte. Questionar o ensino superior artístico, os seus conteúdos e as suas estratégias implica, necessariamente, uma abordagem científico-pedagógica, no contexto da qual seja possível confrontar a arte com a escola.

Assim, este livro deseja materializar um conjunto alargado de reflexões, organizando a correspondente tematização, em ordem a uma lúcida compreensão do ensino superior artístico, face aos desafios propostos também pelo Processo de Bolonha.

 

Porto, Ed. Afrontamento, 2007.

 



publicado por Correio da Educação às 22:59
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