* José Matias Alves
Hoje, sustento a tese de que a realidade não é independente do sujeito que a observa e cria. Até certo ponto, a realidade é uma (re)criação do sujeito, é o que pensamos que ela é. Porque, em larga medida, nós agimos em função do que pensamos (e do que sentimos).
E quando olhamos para a escola, o que é que nós vemos? O que é que nós pensamos? O que é que nós sentimos? Que atitude e disposição assumimos?
Teremos, certamente, razões para vermos a escola como um local de solidão, sofrimento e até expiação. Mas esta visão devolve-nos um mal-estar que nos agonia, nos entristece, nos esgota, e, no limite, nos destrói.
Precisamos de ver, na escola, pequenos oásis que (re)confortam. Gestos que nos animam. Oportunidades que nos encantam e alentam. Poderes que nos gratificam. Precisamos de tempos de encontros e de celebração. Precisamos de nos felicitar uns aos outros. Porque estes motivos também existem. E são eles que nos podem animar e ampliar uma disposição gerada por estes mil espelhos de alegria.
Precisamos destas imagens de alegria. Precisamos de as ver. Precisamos de construir e reconhecer. Porque a nossa felicidade – e a nossa realização profissional - passa por aí. Isto não significa, obviamente, distorcer a realidade, ignorar o que nos avilta e oprime, desvalorizar o peso do sistema. Não! Essa face da realidade tem de merecer a nossa contestação. Mas precisamos de nos situar na construção das margens da alegria. Sobretudo nestes tempos críticos e de ameaça.
* José Matias Alves é professor do Ensino Secundário, mestre em Administração Escolar pela Universidade do Minho, doutor em Educação pela Universidade Católica Portuguesa e professor convidado desta instituição.
De fatima baldaia a 30 de Maio de 2011 às 19:38
Oh, como eu concordo com estas palavras! Deprime-me ir para o meu local de trabalho e encontrar caras fechadas, sempre a reclamar, como se todos os momentos fossem momentos de luta, como se, de repente, deixássemos de ter brio profissional, prazer no ofício, gosto por fazer bem, só porque o governo faz asneira. Eu trabalho para a minha realização pessoal, que passa também pela realização profissional, independentemente de quem está no ME! Eu trabalho para mim e para os meus alunos, a contestação deixo-a para os locais e os tempos certos e adequados, quando o entendo.
Felizmente, para cada um dos que traz cara carregada, há três que ainda estão felizes! Se assim não fosse, as escolas eram locais de tortura!
De Adelina Ferreira a 22 de Junho de 2011 às 16:13
Corroboro com o contexto do seu comentário.
Já cá "vão" perto de 40 anos dedicados ao ensino e, sempre, para os alunos!
Para quem está na mesma escola há 32 anos entristece-me o facto de alguns colegas, que há muito conheço, TEREM PASSADO a gostar de "fazer flores"! Porquê?!!!
Em 73/74 fiz estágio com um Orientador espectacular:
- presente;
- amigo;
- sempre disposto a partilhar os seus saberes;
etc., etc.
E, por hoje, fica este "desabafo".
De Hugo Wever a 31 de Maio de 2011 às 16:34
A tese exposta permite concluir que não é apenas a imagem da avaliação como sendo uma projecção da realidade num espelho (imagem de Santos Guerra) que nos permite retratar a realidade e conduzi-la para um destino consciente e ético. Por exemplo a avaliação, enquanto ferramenta de opressão ou não, está sempre dependente da influência maior ou menor do investigador/observador/interveniente. Toda a observação, científica ou não, sofre de "interferências" de variado grau que por sua vez (ciclicamente) vão influenciando a realidade. Isto não significa "distorção da realidade" mas significa em qualquer dos casos alteração desta.
Concordo por isso no essencial com a tese explanada. Nesta altura de crise e alterações sociais, o desejável é procurar ideais de alegria (utopia ?) que se concretizem em matizes sempre afastadas do negro.
De Maria Marques a 2 de Junho de 2011 às 23:18
Concordo que precisamos de "imagens de alegria" na escola, que a vemos cada vez mais apagada e triste, mas difícil é ter motivos para optimismo.
A escola reflecte a sociedade. O menino que vem para a escola sem pequeno-almoço, cujo pai acaba de ficar sem emprego, que vontade tem de sorrir? O professor que vê as suas condições de trabalho cada vez mais degradadas, que enfrenta a indisciplina, o desmotivação, a imposição burocrática, como pode sentir a desejada alegria e transmiti-la?
De vez em quando, faz-se um almoço entre colegas, trocam-se umas anedotas, mas isto só funciona se combinarmos "agora não se fala de escola"... Porque, se nos lembrarmos do "assunto", põe-se logo um nó na garganta, os olhos ficam baços, lá se vai a alegria...
De manuelamatos a 20 de Junho de 2011 às 23:30
A Escola
Maxima reverentia debetur puero
(A Criança merece todo a nossa reverência)
Que a escola seja a voz
De todos os silêncios
De todos os medos.
Que a escola seja a ponte
Entre a alegria
E a vida!
Que todos tenham a oportunidade
De sentir a felicidade
Quando o primeiro raio de sol
Os acorda de manhã
E a lua os embala à noite
Com os melhores sonhos…
A professora Manuela Matos
How do you feel the trading of electronic products in 1949, you will be a rich very very good content of this site?
Discount Asics Running Shoes Outlet,Cheap Asics Shoes For Sale. Asics Gel Shoes,free ship to worldwide
Visite nosso perfil sobre tcc..
Conheça agora mesmo nossa pagina e aprenda a fazer seu tcc em 2019.
Tcc em 2019 é em nosso blog, viste agora mesmo.
Viste hoje mesmo nossa página com muitas dicas de tcc.
Comentar post