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Correio da Educação

Correio da Educação

 

O estudo europeu Indicadores de Participação dos Pais na Escola avaliou o papel dos pais nas escolas de 12 países e deixou Portugal nos últimos lugares. Esta posição é atribuída ao facto de as escolas portuguesas não conseguirem comunicar de forma a serem entendidos pelos pais, segundo Conceição Reis do CNE. (i online)

 

 

Marçal Grilo afirmou que os pais portugueses não exigem das escolas nem dos filhos e que os próprios estudantes não exigem de si próprios nem dos estabelecimentos de ensino. O ex-ministro da Educação falou nesta terça-feira no seminário "Participação dos Pais na Escola", organizado pelo Conselho Nacional de Educação, para considerar que os portugueses protestam mas não são «verdadeiramente exigentes nos locais próprios". (JN)

 

 

A atenção dada pelo ministro da Educação francês, Xavier Darcos, a algumas correntes que contestam as teorias contemporâneas da pedagogia - um pouco como a crítica ao "eduquês" que surge com recorrência em Portugal -  levou o jornalista de Le Monde de L'Éducation, Luc Cédelle, a entrevistar um crítico das novas didáticas, Michel Delord, e um seu defensor, Yves Reuter. Para ler e refletir. (Entrevista a Michel Delord (1, 2) Entrevista a Yves Reuter)

 

* José Matias Alves

 

 

Vivemos num tempo triste de excesso de retórica, de hipocrisia, e de mentiras. Num tempo de pobreza de práticas de honradez, verticalidade e de verdade. Num tempo de manipulação de números, de usura, de desigualdades, de corrupção moral e ética. Vivemos na periferia da cidadania crítica, nas margens da lucidez e da exigência. Numa agonia deprimente.


Vivemos um tempo de (novas) escolhas. E que deveria ser, acima de tudo, um tempo de exigência. Uma exigência de verdade. Uma exigência de trabalho. Uma exigência de humildade. Uma exigência de escuta. Uma exigência de autonomia e de responsabilidade.


No campo da educação, enuncio estas cinco basilares exigências. Uma exigência de verdade nos modos de gerir o currículo, no fazer aprender os alunos, na avaliação das aprendizagens, na certificação de competências.


Uma exigência de trabalho na atualização científica e pedagógica dos professores (e voltando a permitir e incitar ao esforço individual de capacitação e atualização), nas aprendizagens dos alunos, na implicação e responsabilidade dos pais.


Uma exigência de humildade nos modos de ensinar, reconhecendo os limites do conhecimento, a fragilidade das tecnologias educativas, a necessidade do diálogo que nos promove e enriquece.


Uma exigência de escuta para ver e sentir as singularidades e as necessidades do outro, para o incluir no processo educativo, para o convocar para sentido do trabalho escolar, para o conhecer e reconhecer.


Uma exigência de autonomia e de responsabilidade. Porque sem estes nomes (estas práticas) a educação é impossível. E só restarão as cinzas de um simulacro e de um engano que nos vai destruindo.


Neste tempo de escolhas, saibamos ver, reparar, intervir. Elevemos a nossa capacidade crítica, a nossa capacidade de autoria, a nossa vontade de criação. Se queremos sobreviver a este negro tempo do quase colapso da respiração cívica.


* José Matias Alves é professor do Ensino Secundário, mestre em Administração Escolar pela Universidade do Minho, doutor em Educação pela Universidade Católica Portuguesa e professor convidado desta instituição.

 

O Ministério da Educação considera que não existem razões para que a greve da função pública, marcada para sexta-feira, afete a realização da prova de aferição de Português. Esta greve não abrange os professores, mas sim o pessoal não docente e o Ministério afirma que "a falta de pessoal administrativo não é motivo para encerrar escolas" e que estas "têm autonomia para gerir a situação da melhor forma, assegurando que as provas se realizam com normalidade". (Público)

 

 

O investigador finlandês Jouni Välijärvi, da Universidade de Jyväskylä, dirigiu-se, na quarta-feira, em Lisboa, a uma sala apinhada de professores portugueses, num encontro organizado pelo Ministério da Educação. O director do Instituto Finlandês para a Investigação em Educação explicou que o sucesso daquele país se deve muito à motivação e preparação dos professores primários, profissão que é tão prestigiada como a de médico ou advogado. (Público)

 

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