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Correio da Educação

Correio da Educação

27 Abr, 2012

Perplexidade

* Inês Silva

 

Alguns títulos de jornais, publicados recentemente, deixaram-me perplexa: “Acordo ortográfico adiado na CPLP” (Sol, 3/03/2012); “Governo admite rever Acordo Ortográfico” (RTP, 29/02/2012); “Governo vai alterar Acordo Ortográfico” (Expresso, 29/02/2012). A minha perplexidade advém do facto de não perceber por que razão os que mexem e remexem neste caldeirão, que se chama Portugal, motivados por um força egocêntrica, nunca se queimam.


O projeto de texto de ortografia unificada de língua portuguesa, designado Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, foi aprovado em Lisboa, no dia 12 de outubro de 1990. Foi ratificado pelo decreto do presidente da república n.º 43/91, de 23 de Agosto de 1991, e está em vigor, na ordem jurídica interna, desde 13 de maio de 2009. A resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011, de 25 de Janeiro, determinou a aplicação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa no sistema educativo no ano letivo de 2011/2012 e, a partir de 1 de janeiro de 2012, ao Governo e a todos os serviços, organismos e entidades na dependência do Governo, bem como à publicação do Diário da República. Apesar da discórdia em torno das XXI Bases deste novo acordo, ninguém conseguiu travar estes passos em tempo útil.

 

 

* Doutora em Linguística (Sociolinguística). Professora Adjunta convidada na Escola Superior de Educação de Santarém. Tem realizado estudos sobre a escrita dos alunos. É autora de várias publicações de caráter didático e de caráter linguístico. Na ficção, publicou o romance: A Casa das Heras.

O presidente chileno, Sebastián Piñera, anunciou uma reforma tributária, que inclui aumento de impostos a empresas e uma redução do imposto de renda das pessoas físicas, para arrecadar cerca de 700 milhões a mil milhões de dólares por ano, que serão destinados integralmente à educação.
Estes recursos procuram financiar uma reforma educacional em curso, exigida pelos estudantes, que reclamam desde o ano passado uma educação pública gratuita e de qualidade, num país cujo sistema de ensino é considerado dos mais desiguais do mundo. (AFP)