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Correio da Educação

Correio da Educação

  Poema de Natal Vinicius de Moraes Para isso fomos feitos: Para lembrar e ser lembrados Para chorar e fazer chorar Para enterrar os nossos mortos — Por isso temos braços longos para os adeuses Mãos para colher o que foi dado Dedos para cavar a terra. Assim será nossa vida: Uma tarde sempre a esquecer Uma estrela a se apagar na treva Um caminho entre dois túmulos — Por isso precisamos velar Falar baixo, pisar leve, ver A noite dormir em silêncio. Não há muito o que dizer: Um (...)
A Escola Secundária Camilo Castelo Branco, Famalicão, homenageou, recentemente, o professor Ademar Ferreira dos Santos, com a apresentação do livro E ofereço-me às palavras para sobreviver com elas. Para a diretora da secundária famalicense, Fátima Cerqueira, «este projeto, concebido pela escola, pela equipa educativa da biblioteca e pelo centro de formação, conseguiu dar forma às palavras do Ademar e de todos aqueles que pretenderam demonstrar o quanto este os tinha tocado», (...)
30 Mar, 2012

Poesia Matemática

* Millôr Fernandes (1924-2012)         Às folhas tantas         do livro matemático         um Quociente apaixonou-se         um dia         doidamente         por uma Incógnita.         Olhou-a com seu olhar inumerável         e viu-a do ápice à base         uma figura ímpar;         olhos rombóides, boca trapezóide,         corpo retangular, seios esferóides.         ( Leitura integral (...)
Portugal é um dos países com baixo índice de igualdade entre homens e mulheres, apesar de ultrapassar as médias europeia e mundial, revela o 'ranking' 2012 de igualdade de género da rede internacional Social Watch. Numa escala de 0 a 100 pontos, o Índice de Igualdade de Género 2012  da Social Watch mede o fosso entre homens e mulheres na educação, na participação económica e no poder  político. Com uma média geral de 77 pontos, Portugal tem um baixo índice de igualdade  (...)
O verso alcançando o infinito   O poema nasce de um impulso, de uma febre, da tirania de uma miragem, da tentação sonora de uma metáfora, do vazio que teme transformar-se em nada. Depois é a escrita, é o trabalho da mão sobre a matéria incandescente das sílabas. E, quando damos por nós, é de corpo inteiro que estamos na fragilidade do poema como se tivéssemos ousado cavalgar numa nuvem para desafiar todos os poderes do céu.   Quem ousará explicar este sortilégio? (...)
16 Jun, 2009

16 de Junho de 1996

  Morreu, em Lisboa, David Mourão-Ferreira, poeta, e ensaísta, professor universitário. Entre as suas obras contam-se: “Os Amantes e Outros Contos”, “Um Amor Feliz” e “Entre a Sombra e o Corpo
16 Jun, 2009

16 de Junho de 1979

  “16 - Junho (sábado). Um pássaro canta no espaço da mata. Canta como louco na radiação do sol. […] Ninguém lhe deve prestar atenção a não ser eu. Não liga importância canta, à mesma, pela pura necessidade de existir. Um dia acabará o seu destino e deixará de cantar. Mas uma tarde de sol, hoje, comigo aqui, ocasional ouvinte, ele explicou a alegria da vida que passou por ele – já tão eterno como os deuses quando era costume existirem.” (Vergílio (...)