14-02

 

* José Matias Alves

 

 

Pode alguém ser quem não é? Pode um professor ser tudo? Um ser que instrui, cuida, socializa, e estimula? Que guarda e toma conta? Que é amigo, irmão, pai e mãe? Psicólogo, sociólogo, assistente social? Pode alguém ser quem não é?
Evidentemente que não. O professor não pode ser tudo o que se lhe está a exigir. Porque não sabe. Porque não pode. Porque neste excesso impossível de ser, corre o risco de não ser o essencial: ser professor.
E ser professor é ensinar, isto é, instruir, socializar e estimular. Ou, para sermos mais precisos e explícitos, fazer aprender os alunos. Diagnosticando as inteligências, os talentos e as vontades. Percebendo as resistências e os entraves às aprendizagens. E ensaiando as chaves capazes de abrir as portas da vontade, condição primeira do sucesso. Porque o verbo aprender não suporta o imperativo, o professor tem de se concentrar nessa tarefa essencial de despertar a sede de aprender. E quando o consegue, grande parte da sua missão de ensinar está cumprida.
E é também por isto, por esta muita difícil exigência, que o professor se tem de concentrar no que é: esse ser atento e frágil que muda o destino dos outros através do conhecimento e da exigência.

 

* José Matias Alves é professor do Ensino Secundário, mestre em Administração Escolar pela Universidade do Minho, doutor em Educação pela Universidade Católica Portuguesa e professor convidado desta instituição.



publicado por Correio da Educação às 09:26
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

12 comentários:
De Casimiro Pinto a 19 de Fevereiro de 2011 às 11:05
Há muito tempo que não lia nada tão vazio de conteúdo. Poderão os escreventes fazerem os leitores perder tempo com tal vacuidade.


De Cristina Viana Vieira a 19 de Fevereiro de 2011 às 11:25
Fiquei de boca aberta ao ler tal comentário...Como é possível dizer que o texto em questão é vazio de conteúdo! Será que o DR. Matias Alves tocou no cerne da questão, relativamente à verdadeira missão do professor,que é ensinar e despoletar nos alunos a vontade de aprender, e há quem continue a considerar que o professor é «pau para toda a colher»?


De Bárbara Sousa a 19 de Fevereiro de 2011 às 12:04
Vazio?! Estou perplexa... Pelo contrário, penso que o DR. Matias Alves disse muito em poucas palavras, chamando a atenção para a necessidade de recentrar a função do professor na complexa tarefa de ENSINAR! E concluindo com duas palavras essenciais a esse processo:CONHECIMENTO e EXIGÊNCIA


De Lina Dias a 19 de Fevereiro de 2011 às 13:43
Só quem não conhece o trabalho do Professor Matias Alves junto dos docentes pode emitir esta opinião.
Obrigada por tudo o que me tem ensinado. Espero continuar a acompanhar os seus artigos.


De Anónimo a 19 de Fevereiro de 2011 às 15:14
Só pode chamar "vazio de conteúdo" o texto do Dr. José Matias Alves quem nunca leu nada de interesse. Este texto, resume a realidade do papel do professor, na escola actual. É verdade, que o professor de hoje, para além do seu papel fundamental, de transmitir conhecimentos aos alunos, tem de ser o seu psicólogo (ouvindo-os sempre que eles precisam, uma vez que os pais não têm tempo para eles), de fazer de Assistente Social (quando detecta sinais de risco), de enfermeiro/a, (quando os alunos são enviados para a escola doentes) de pai, de mãe... e um sem número de papéis que eu poderia enumerar, mas levaria muito tempo a fazê-lo.
E como diz o Dr. José Matias Alves, o professor não pode, não é capaz de fazer tudo o que a escola de hoje lhe exige, pois arrisca-se a não desempenhar bem o papel para o qual fez formação.
[Error: Irreparable invalid markup ('<br [...] <a>') in entry. Owner must fix manually. Raw contents below.]

Só pode chamar "vazio de conteúdo" o texto do Dr. José Matias Alves quem nunca leu nada de interesse. Este texto, resume a realidade do papel do professor, na escola actual. É verdade, que o professor de hoje, para além do seu papel fundamental, de transmitir conhecimentos aos alunos, tem de ser o seu psicólogo (ouvindo-os sempre que eles precisam, uma vez que os pais não têm tempo para eles), de fazer de Assistente Social (quando detecta sinais de risco), de enfermeiro/a, (quando os alunos são enviados para a escola doentes) de pai, de mãe... e um sem número de papéis que eu poderia enumerar, mas levaria muito tempo a fazê-lo. <BR>E como diz o Dr. José Matias Alves, o professor não pode, não é capaz de fazer tudo o que a escola de hoje lhe exige, pois arrisca-se a não desempenhar bem o papel para o qual fez formação. <BR><BR class=incorrect name="incorrect" <a>O.C.L.B</A> .


De Teresa Tavares a 19 de Fevereiro de 2011 às 21:34
Lamento o comentário feito por Casimiro Pinto, que só posso classificar de apressado, pois então não será professor.
Aproveito para lhe dizer que tome cuidado com a sua sintaxe.


De António Ferreira a 20 de Fevereiro de 2011 às 20:56
Vacuidade? Em poucas palavras se pode dizer tudo, o essencial. Porque para «bom entendedor, meia palavra basta». É o caso - penso eu.


De Sandra a 5 de Março de 2011 às 12:24
Quem fala assim não é professor.
Caso contrário saberia das inúmeras dificuldades que as escolas passam por falta de uma verdadeira constelação de serviços.
Quem é que o senhor julga que dá resposta às necessidades das crianças quando os serviços de psicologia e orientação escolares têm cerca de 150 a 200 alunos por psicólogo? Quem é que o senhor julga que ouve os alunos e tenta ajudá-los a compreender como ultrapassar as suas dificuldades? Quem é que o senhor julga que atende os alunos com necessidades educativas especiais, quando estes têm direito apenas a algumas horas semanais de apoio especializado? Quem é que o senhor julga que vai procurar como ajudar e ajuda efetivamente crianças com problemas articulatórios da fala que facilmente seriam resolvidos com a ajuda de um terapeuta da fala? Quem é que o senhor julga que compra frequentemente do seu próprio bolso material escolar, tão simples como um lápis, porque por dificuldades económicas os pais não o fazem? Quem é que o senhor julga...tantas outras coisas que os professores deste país fazem?!
Ser professor é uma espécie de missão, em que frequentemente à custa da nossa própria vida pessoal, procuramos ajudar as crianças a crescerem e a tornarem-se cidadãos na verdadeira aceção da palavra.
À falta da constelação de serviços que vários estudos apontam como sendo promotoras de sucesso escolar, o professor desdobra-se e procura colmatar as lacunas existentes, perdendo, sem dúvida, muito do tempo que deveria dispensar na tarefa mais importante da sua profissão: o ensino e aprendizagem dos seus alunos!


De Anónimo a 19 de Fevereiro de 2011 às 11:33
Vácuo é o comentário que não fundamenta nada o que afirma.


De Isaura Maria Röseler Ventura a 19 de Fevereiro de 2011 às 13:24
Só a pobreza interior, o mais reles desdém ou a mais profunda ignorância consegue produzir comentários de tamanha insensibilidade e desconsideração para com quem transporta a responsabilidade de preparar gerações para o futuro de um país.
O Doutor José Matias Alves sabe o que diz e se o diz não é em benefício próprio, mas a bem da educação do seu país.
Como se pode ser tão cego ao ponto de se alhear dos desvarios que sucessivos governos têm acometido contra a educação?
Obrigada Doutor. Por favor prepare a sua próxima intervenção que não lhe faltarão leitores ávidos da verdade, algo que parece ter desaparecido da consciência colectiva dos portugueses.

Isaura Ventura


De best mobile phone deals a 21 de Maio de 2013 às 08:04
How do you feel the trading of electronic products in 1949, you will be a rich very very good content of this site?


De laptopdvdrw a 27 de Setembro de 2013 às 06:49
Study hard ~ thank the author for sharing, and I have to share one thing, interested friends can look at.



Comentar post

CONTACTOS

ce@asa.leya.com
pesquisa
 
Correio Disciplinar
Ciências Sociais e Humanas
Línguas e Literaturas
Ciências Exatas e Experimentais
Expressões
Escola em destaque
Escola Secundária Alcaides de Faria
Agenda


arquivo
Ligações
Parceiros
subscrever feeds