30-01

O Correio da Educação nasceu em maio de 1999, ainda em papel, distribuído por todas as escolas do Ensino Básico e Secundário do país.
O mundo em que o CE apareceu era muito diferente do mundo de hoje: a internet quase só existia em empresas e instituições, ainda não havia o euro, os mass media predominantes eram os jornais impressos e a televisão, a A1 era a única autoestrada completa no país. Também a educação era muito diferente: o ministro da Educação era Marçal Grilo, a escolaridade obrigatória ia até ao 9.º ano, não existia a figura dos diretores de escola, nem dos professores titulares, nem a questão da avaliação docente se colocava.


Nestes quase 14 anos muita coisa mudou. A internet disseminou-se, surgiram os blogues, as redes sociais; os media transferiram-se para a net. No plano da educação, passaram oito responsáveis da pasta; surgiram os manuais digitais; muitos professores viram as suas responsabilidades e encargos na escola aumentar, ao passo que outros viram-se arredados da escola.


Com a mudança dos tempos, também o CE se foi adaptando: passou a ter uma versão PDF em conjunto com a edição em papel, mais tarde surgiu ainda uma newsletter eletrónica, posteriormente complementada com um blogue.


Hoje, sob a forma de blogue e de newsletter, chega a milhares de professores, que complementam a informação do CE com a informação de jornais, blogues e fóruns online.


No entanto, o processo de reflexão de que o Correio da Educação é alvo constante levou-nos a admitir que o seu formato está desatualizado. Hoje os professores têm dezenas de fontes de informação e meios para exprimirem as suas preocupações, e pelo contrário, sentem cada vez mais dificuldade em obter material que seja adequado às suas necessidades específicas, que os ajude nas circunstâncias cada vez mais complexas da sua profissão. Por isso, foi necessário optar por uma mudança de rumo.


Queremos criar meios para fazer chegar aos professores a informação de que cada um  precisa, no momento em que dela precisa. Queremos que essa informação os ajude no seu dia a dia. É nisso que queremos apostar.


O Correio da Educação é uma das publicações pedagógicas mais duradouras a nível nacional e teve um papel importante de comunicação e difusão de ideias entre os professores. Sentimos, porém, que está na hora de propor novas formas de comunicar.


Agradecemos a confiança e a atenção que o Correio da Educação despertou em cada um ao longo destes anos e fazemos votos de um até breve.



publicado por Correio da Educação às 17:00
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29-01

 

1999

26/04 – Lançamento do Correio da Educação, distribuído em todas as escolas do país.
Maio – Reforma do Ensino Secundário, sob a direção da Secretária de Estado, Ana Benavente, prevendo-se os agrupamentos e os contratos de autonomia.
Maio – O CE acompanha a luta dos professores não contratados pelo direito ao subsídio de desemprego.
Junho – Debate sobre os Contratos de Autonomia que o governo socialista pretende implementar.
04/10 – O CE analisa os programas educativos dos diversos partidos candidatos às Eleições Legislativas de 99, ganhas pelo PS de António Guterres.
25/10 – Eduardo Marçal Grilo passa a pasta do Ministério da Educação a Guilherme de Oliveira Martins.
Outubro – 20 000 professores no desemprego devido à não colocação no concurso.

2000

10/01 – A Inspeção Geral da Educação anuncia um processo de avaliação de todas as escolas de todos os níveis de ensino até 2006.
28/02 – Segundo uma empresa de encontros amorosos, um em cada trinta dos seus clientes é professor(a), sendo esta classe profissional uma das mais afetadas pela solidão.
08/05 – O Decreto-Lei n.º 67/2000, que consagra a atribuição de subsídios aos professores que se encontrem desempregados, entra em vigor.
22/05 – Estudantes do Secundário ocupam as ruas, contra as aulas de 90 minutos, “o numerus clausus” e o 13.º ano.
14/09 – Augusto Santos Silva torna-se o novo Ministro da Educação.
13/11 – Sabe-se que, no ano anterior, houve 3000 professores portugueses de baixa por problemas de saúde relacionados com a profissão.

2001

 

29/01 – Revisão do Decreto-Lei que define o regime disciplinar dos alunos. Dois anos e meio depois da sua aprovação.
12/02 – O Governo quer aumentar a escolaridade obrigatória do 9.º para o 12.º ano.
11/06 – Anuncia-se a implementação das aulas de 90 minutos e novas regras de avaliação no novo ano letivo.
25/06 – A OCDE critica o envelhecimento do corpo docente português, descrevendo-o como uma “bomba-relógio”.
03/07 – Júlio Pedrosa é nomeado Ministro da Educação.
10/12 – O Estudo PISA aponta um desempenho médio modesto dos alunos portugueses de 15 anos a literatura, matemática e ciências.

2002
04/02 – O CNE quer que os docentes sejam equiparados a autoridades públicas quando vítimas de crimes e agressões no desempenho das suas funções.
06/04 – David Justino é o Ministro da Educação do Governo PSD/CDS.
29/04 – O Ministério da Educação pondera a Gestão Flexível de Currículo e diminuir a carga horária para 25 horas semanais.
20/05 – Um inquérito da FNE indica que nove em cada dez docentes acredita que a disciplina aumentou nos últimos dez anos.

03/06 – Patricia Amos, a mãe inglesa detida por as suas filhas faltarem às aulas, considera que mereceu ser presa.
14/10 – Grande polémica em torno da questão do ranking das escolas.

2003
13/01 – Pelo Despacho 49/2002, a Secretária de Estado da Educação proíbe os alunos com menos de 18 anos de frequentarem o Ensino Recorrente.
17/02 – Parecer do CNE sobre as propostas do Ministério para o Ensino Secundário.

24/02 – Kofi Annan e a UNESCO lançam a Década da Literacia das Nações Unidas, a fim de baixar os elevados índices mundiais de iliteracia.
17/03 – O Ministro da Educação pretende disponibilizar um guia das escolas, com resultados de exames, taxas de abandono e outras informações.


2004
15/03 – O Ministro da Educação anuncia a intenção de criar provas nacionais no 6.º ano e provavelmente no 4.º ano.
17/07 – Maria do Carmo Seabra é a nova ministra da educação do Governo Santana Lopes.
20/09 – Reporta-se um aumento da violência contra professores em 40 por cento.
11/10 – Os rankings de resultados de exames do jornal Público voltam a dar liderança às escolas privadas.
01/11 – Maria do Carmo Seabra rejeita responsabilidades nos atrasos da colocação de professores.

2005
17/01 – Regista-se que as escolas secundárias portuguesas estão a perder 11 mil alunos por ano.
31/01 – Ministério da Educação lança Plano Nacional de Leitura.
14/02 – Escola da Ponte assina contrato de autonomia.

12/03 – Maria de Lurdes Rodrigues torna-se ministra da Educação.
16/05 – Os resultados das provas de aferição de 2004 ficam abaixo do previsto.

2006
16/01 – O Ministério da Educação lança o Boletim dos Professores.
06/03 – Aulas de substituição passam a ser obrigatórias no Ensino Secundário.
08/05 – O Tribunal de Contas da União Europeia critica Portugal pela falta de uma estratégia de combate ao abandono escolar.
29/05 – António Nóvoa afirma, num discurso à Assembleia da República, que o mal da sociedade portuguesa é a desvalorização da cultura escolar.
11/09 – O ministério propõe dois níveis de carreira docente: o professor e o professor titular.

2007
17/01 – É lançado o programa do Parque Escolar para renovação do património das escolas.
25/01 – É entregue uma petição na Assembleia da República contra a implementação da Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário.

 

11/12 – É instituída a figura do diretor de escola para passar a gerir as escolas.

2008
08/03 – Marcha da Indignação junta cerca de 80 mil docentes em Lisboa em protesto contra as políticas educativas.
20/05 – O inglês passa a ser obrigatório para os alunos do 1.º ciclo.
16/11 – É aplicado o novo Estatuto do Aluno que revê a questão das faltas injustificadas.

2009
16/04 – O ME propõe novo concurso para professor titular e melhorias na carreira docente.
28/08 – Os pais dividem-se quanto ao alargamento da escolaridade obrigatória para 12 anos, cujo diploma foi promulgado pelo Presidente da República.

26/10 – Isabel Alçada é ministra da Educação.
24/11 – Os professores portugueses são os que mais pedem formação profissional no contexto da OCDE.
22/12 – Isabel Alçada anuncia que o 3.º ciclo do Ensino Básico terá um novo currículo.

2010
08/09 – Duzentos e cinquenta mil computadores MG2 – um portátil ultraleve que substitui o “Magalhães” – começam a ser distribuídos a alunos do 1.º ciclo do Ensino Básico e a docentes, no âmbito da iniciativa e.escolinha, que custou 50 milhões de euros.
21/10 – Segundo o CNE, apenas três em cada dez alunos terminam o Secundário sem nunca terem chumbado um ano.
31/05 – Escolaridade média dos portugueses é a segunda pior da OCDE.

29/12 – A partir de janeiro, o orçamento de funcionamento das escolas do Ensino Básico e Secundário é reduzido em 5,5 por cento.


2011
07/02 – Segundo a FENPROF, mais de 30 mil postos de trabalho deverão ser eliminados nas escolas no ano letivo seguinte devido aos mega-agrupamentos, às alterações curriculares e à organização do ano escolar.
23/03 – A ministra da Educação confirma que vão encerrar 420 escolas do 1.º ciclo no ano letivo seguinte.

21/06 – Pedro Passos Coelho nomeia Nuno Crato ministro da Educação.
24/10 – É divulgada a proposta inicial de alteração do Estatuto da Carreira Docente.
20/12 – O Governo quer punir pais por mau comportamento dos filhos na escola.

2012
22/02 – As novas regras para a avaliação dos professores entram em vigor após a sua publicação.
27/03 – Nuno Crato afirma que no próximo ano letivo já haverá provas no 4.º ano.
25/05 – Governo lança prémio para melhores escolas do país e melhores projetos educativos.
26/06 – Metade dos professores portugueses sofre de stresse, ansiedade e exaustão.
29/10 – Estudo indica que um aluno na escola pública custa 4415 euros. No privado chega aos 4522.



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17-01

Cada vez mais se torna indispensável incutir nas crianças e jovens os valores de respeitar a natureza, incentivando-as a agir de forma a ajudar na sua Conservação. Esta formação constitui, para aqueles que se interessam por temáticas no âmbito da Sensibilização Ambiental relativas a vários aspetos da Conservação da Natureza e Biodiversidade, incluindo o papel individual e coletivo de cada um, uma oportunidade única de exploração destes temas através de uma proposta de trabalho pedagógico multidisciplinar com imagem, som e movimento.

O workshop Educar para Conservar, Pela Arte oferece aos formandos a possibilidade de integrarem a equipa de Guias / Animadores do Jardim Zoológico de Lisboa, dotando-os de ferramentas para trabalharem nas áreas de Educação Ambiental.

O curso é lecionado em colaboração com a Associação de Professores de Expressão e Comunicação Visual (APECV) e será acreditado para professores pelo Conselho Científico-Pedagógico de Formação Contínua – CCPFC.
Destina-se a professores, estudantes, e profissionais das áreas de Biologia, Ambiente, Educação e outras.
Tem uma duração de 25 horas, decorrendo a 16 de Fevereiro, 2 de Março, 7 e 27 de Abril no Jardim Zoológico de Lisboa.

Mais informação aqui.


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