16-12

O MEU NATAL (excerto)

 

 

A noite de Natal. Em meu país, agora,

O que não vai até ao romper do dia, a aurora!

As mesas de jantar na cidade e na aldeia,

À luz das velas, ou à luz d´uma candeia,

Entre risadas de crianças e cristais

(De que chegam até mim só ais, só ais)

Dois milhões de almas e outros tantos corações,

Pondo de parte ódios, torturas, aflições,

Que o mel suaviza e faz adormecer o vinho:

São todas em redor de uma toalha de linho!

(António Nobre, In Natal… Natais, Ant. Vasco Graça Moura, Público, 2005, p. 162)

 

 

NATAL

 

 

 

O Chefe de família limpou a boca ao guardanapo e afirmou assim como dois e dois são quatro e não são outra coisa

 

O Natal é o Natal e não é outra coisa antes pelo contrário

 

E para provar o que dizia comeu uma asa de peru

com recheio de castanhas

e limpou os dedos gordurosos ao bordado da toalha

À volta da mesa metade da família discutia a mensagem

e comia

e a outra metade mais intelectual comia a mensagem

e discutia

sim tal não tal

sim tal não tal

não tal

não tal

Natal

(Yvette Centeno, In Natal… Natais, Ant. Vasco Graça Moura, Público, 2005, p. 335).

 

 (Leitura integral)

 



publicado por Correio da Educação às 13:26
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