15-06
Cada vez mais americanos estão a questionar-se sobre as vantagens de investir no Ensino Superior. Num estudo recente, 57% dos norte-americanos consideraram que o ensino superior não vale o investimento necessário - que ronda os 30 mil dólares (20 mil euros) no ensino público e 110 mil dólares (75 mil euros) no ensino privado.
Segundo o economista Robert Lerman, esta tendência não é nova, mas recebe maior atenção com o aumento dos índices de desemprego.
Segundo os dados estatísticos, só 56% dos licenciados em 2010 arranjou emprego. Dos restantes, 22% está desempregado e outros 22% está a realizar trabalhos para os quais não necessitava de qualificações superiores. (Folha de São Paulo)
* José Matias Alves
Não há dúvida de que a aprendizagem escolar exige trabalho, método, perseverança. E também não há dúvida de que a motivação não se prescreve, mas antes se gera através das práticas educativas que se desencadeiam no contexto escolar.
Para que o trabalho individual que o aluno realiza se constitua como fator de motivação, importa considerar as seguintes variáveis:
i) Que as tarefas, os temas e os problemas sejam relevantes para a vida presente ou futura dos alunos. A motivação nasce da visão, da compreensão, da perceção do uso pessoal e social dos conteúdos.
ii) As práticas devem centrar-se na aquisição de capacidades de compreensão, de exposição oral e escrita, de raciocínio, de uso e aplicação do conhecimento. A motivação gera-se a partir do sentido prático que as ações podem assumir.
iii) Os roteiros da ação devem ter guiões específicos de forma a estruturar as atividades de aprendizagem.
iv) As atividades (tal como os conteúdos) são estratégias de aprendizagem que visam desenvolver determinadas capacidades e competências e que importar explicitar e fazer compreender.
v) As atividades requerem um pensar sobre o seu desenrolar, de modo a avaliar o êxito e o fracasso e aprender com ambos.
vi) Que o professor forneça um feedback específico, de forma a reforçar/consolidar as aprendizagens realizadas ou corrigir os aspetos não conseguidos.
vii) A promoção da auto e hetero-avaliação como forma de ativação do conhecimento e de regulação das aprendizagens.
Por outro lado, se avaliação convocar o pensar e o compreender, e não apenas o recordar; se indicar os modos de superação das insuficiências e das dificuldades; se valorizar a capacidade de auto-avaliação; se os critérios de classificação forem claros, se centrarem nos progressos
realizados (e não apenas nos produtos) e se convocarem diversos instrumentos de medida (alinhados com as teorias das inteligências múltiplas), então, muito provavelmente, as práticas de escolarização estarão ao serviço das aprendizagens, da inclusão e da automotivação.
Fonte: Tapia (2005). Motivar en la escuela, motivar en la família. Madrid:Morata
* José Matias Alves é professor do Ensino Secundário, mestre em Administração Escolar pela Universidade do Minho, doutor em Educação pela Universidade Católica Portuguesa e professor convidado desta instituição.
14-06
Centenas de pequenas variações genéticas estarão associadas às perturbações do espetro do autismo, incluindo uma área de ADN que pode ser a chave para entender por que razão os seres humanos são animais sociais, afirmam investigadores da Universidade de Yale.
O estudo destes cientistas, publicado na revista Neuron, reforça a teoria de que o autismo, um distúrbio que se desenvolve na primeira infância, envolvendo deficiências na interação social, problemas de linguagem e comportamentos distintos, não é causado por um ou dois grandes defeitos genéticos, mas por muitas pequenas variações, cada uma associada a uma pequena percentagem dos casos. (Ciência Hoje)
* Maria Lúcia Morgado dos Santos
Não se nasce leitor. O leitor faz-se! (Javier Garcia)
A biblioteca escolar e a promoção da leitura é uma temática atual e muito pertinente. Como professora bibliotecária, considero que uma das principais funções da biblioteca escolar reside, precisamente, na motivação para a leitura e na criação de hábitos regulares desta prática, promovendo, neste âmbito, atividades diversificadas, sistemáticas, articuladas e consistentes, dado que é inquestionável o papel crucial e determinante que a leitura desempenha no desenvolvimento pessoal, social e escolar dos nossos alunos.
É urgente que a comunidade educativa em particular, e a sociedade em geral, reflita, seriamente, sobre a importância da leitura na formação pessoal, social e escolar do aluno, a qual se constitui como uma prioridade educativa, dada a sua relevância. Naturalmente que neste processo salienta-se o papel do professor bibliotecário e da equipa da biblioteca escolar.
* Professora Bibliotecária no Agrupamento de Escolas de Mangualde
13-06
Os alunos do 3.º ciclo e do ensino secundário podem estar a ser prejudicados pelo modo como as escolas estão a aplicar e a utilizar os testes intermédios propostos pelo Ministério da Educação (ME), alertam especialistas em avaliação ouvidos pelo PÚBLICO. (Público)
Hidrogénio, hélio, lítio. Estes são os três primeiros elementos químicos da Tabela Periódica que foi prolongada esta semana pela União Internacional de Química Pura e Aplicada (UIQPA) ao aceitar integrar mais dois elementos,
o 114º e o 116º. (Público)
* Teresa Martinho Marques
Chegou entusiasmado, desejando partilhar:
– Oh, professora, pensei no desafio e construí o meu relógio com o Scratch.
– Boa! E então como foi? Como fizeste?
– Bem, eu fiz o relógio e o ponteiro dos segundos (eram dois sprites) e pensei que o ponteiro depois de rodar tinha de esperar um segundo, claro. Mas depois o ângulo é que demorou mais a descobrir!
–Conta lá!
Era o final da aula de Estudo Acompanhado, e o F. contava-me a história a mim e ao professor de Língua Portuguesa:
– Então, aquilo quando começa tem sempre 15 graus na instrução de rodar, mas achei que era muito e mudei para 10. Experimentei mas não deu. Depois experimentei um grau por cada segundo. Era pouco e não dava. Fui experimentando e acabei por chegar a seis graus, que é o valor certo para o relógio funcionar.
– Então porquê?
A minha cabeça ia já a mil, apercebendo-me do problema matemático que havia estado à sua mão de resolver… se eu estivesse perto dele tê-lo-ia colocado a pensar no assunto: – Vamos lá pensar juntos.
O professor de Língua Portuguesa começava a ficar entusiasmado com o rumo da conversa… E foi ele quem perguntou: – O relógio é o quê?
– É um círculo…
– Sim, e então quantos graus tem uma volta completa?
* EB 2,3 de Azeitão e CCTIC – ESE/IPS: http://projectos.ese.ips.pt/cctic/ e http://eduscratch.dgidc.min-edu.pt/
09-06
Seminário "Recursos educativos digitais: que futuro?"
(Publicada em 03-06-2011)
A Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular (DGIDC) promove, no dia 28 de Junho de 2011, no auditório da Escola Secundária de Camões, Lisboa, um seminário intitulado "Recursos educativos digitais: que futuro?"
O programa do seminário é o seguinte:
9h30 - Sessão de abertura – Alexandra Marques, Directora da Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular.
9h45 - 10h45 - Jan Hylén, Metamatrix, Suécia. "Giving Knowledge for Free – the Emergence of Open Educational Resources" (Dar conhecimentos gratuitamente – o aparecimento dos recursos educativos abertos).
10h45 - 11h45 - José Luís Ramos, Universidade de Évora. "Recursos educativos digitais: reflexões sobre a prática?" (Digital Learning Resources: Reflections on Practices).
11h45 - 12h00 – Intervalo
12h00 - 13h00 – Teresa Nobre, Coordenadora de Projecto Jurídico - Creative Commons, Portugal. "Licenças Creative Commons: o instrumento legal dos Recursos Educativos Abertos" (Creative Commons Licenses: the Legal Instrument for Open Educational Resources).
13h00 - 14h30 – Almoço
14h30 - 15h30 – John Traxler, Universidade de Wolverhampton, Reino Unido. "Mobile learning and the digital learning resources of the future" (Aprendizagem móvel e os recursos educativos digitais do futuro).
15h30 16h30 – Jim Ayre, Multimedia Ventures Europe, Irlanda. "Culture into Education: making cultural heritage digital content available to schools in Europe" (Da cultura à educação: tornar acessíveis conteúdos digitais do património cultural às escolas na Europa).
16h30 - 17h00 – Vítor Duarte Teodoro, Universidade Nova de Lisboa, e Fernando Albuquerque Costa, Universidade de Lisboa. Súmula das apresentações.
17h00 - Sessão de encerramento, DGIDC
Notas:
• A entrada é livre mas sujeita a inscrição.
• Haverá tradução simultânea para português das apresentações feitas em inglês.
• As sessões da parte da manhã serão moderadas por Vítor Duarte Teodoro e as da tarde por Fernando Albuquerque Costa.
Para mais informações contacte erte@dgidc.min-edu.pt
Para inscrição, aceder aqui.
O site brasileiro Educar para Crescer divulga dez dicas para incentivar os mais jovens a ler, lembrando que "quem lê adquire cultura, passa a escrever melhor, tem mais senso crítico, amplia o vocabulário e tem melhor desempenho escolar, dentre muitas outras vantagens" e reflete sobre a importância da família para o fomento da leitura. (Educar para crescer)
08-06
As instituições de ensino superior dos países lusófonos estão a estudar a criação de um programa de mobilidade que seja uma espécie de “Erasmus lusófono”.
Alguns dos países da CPLP já têm individualmente programas de mobilidade, mas a ideia é “ampliar e incentivar o intercâmbio que já existe”, envolvendo recursos financeiros na ordem dos cinco milhões de euros para apoiar a mobilidade de 1500 estudantes e professores, em cinco anos. (Público)